quarta-feira, 13 de março de 2013

Alguém aí?...

Só porque eu estou com mega saudades desse lugar aqui e não é justo deixá-lo sem nada...

Na postagem de hoje eu faço uma homenagem à minha grande companheira. Quando nos casamos, eu resolvi fazer um convite todo ilustrado. Ao todo foram 5 ilustrações, cada uma num estilo, com intenção de contar uma história. Todas foram bem trabalhosas, mas uma delas foi mais "prática" de fazer, digamos, pelo seu teor minimalista.

O desenho em questão é uma caricatura-cartum de ambos. A ideia era brincar com o fato de eu ser maior que ela e que tudo era culpa do cupido. Para variar, foi o que ela mais gostou, então focamos todos os outros materiais fazendo alusão à essa ideia. desde o cardápio com o Cupido sendo garçom, até mesmo a arte de um mural, contando com dois querubins ao lado. Os mesmos também apareceram no vídeo, numa rápida animação, levantando uma faixa com nossos nomes.

Hoje, compartilho um pouco do processo.

É curioso notar que alguns elementos do esboço não "vingaram" na arte-final. Tanto em traços da face como até mesmo posição do braço. Isso é porque eu tenho a péssima mania de as vezes resolver logo na finalização, o que eu desaconselho totalmente. Não façam isso em casa.

 Abaixo é o desenho já com os elementos de sombra. O original foi feito em preto e branco, para a impressão do convite, todo em tons de cinza. Mas como depois precisei usar a mesma arte para o mural, acabei por colorir e o mesmo desenho ganhou duas versões.

Vale dizer que o esboço foi a lápis e a arte final usei a Pitt Brush, da Faber-Castell. Só essas sombras que eu fiz no computador, usando o Photoshop. Ainda bem, pq teria perdido o desenho quando fosse fazer a versão colorida.
 O cardápio acabei montando a arte também e no layout, a piada foi meio que uma continuação da arte principal. Se notarem, fiz minha esposa pisando na asa do cupido. Quando ele aparece para "trabalhar" de garçom, a mesma asa está com curativo.
Me diverti muito fazendo isso e ainda mais na festa. Gostei também do resultado e tudo parece ter funcionado muito bem. É aquela velha história: quando se faz com amor...

Dedicado à Mariely.